Especial Charles Dickens

Charles DickensO mais popular dos romancistas ingleses da era vitoriana, Charles Dickens teve o ápice de sua fama com a publicação de romances e contos, hoje considerados como não muito realistas, mas que geraram reflexão social na literatura fictícia inglesa. Mesmo após sua morte o autor manteve sua fama pela qualidade romancista e literária de suas obras.

Nascido em 16 de Abril de 1889, em Londres, na cidade de Portsmouth, filho de John e Elisabeth Dickens, Charles descrevia-se como uma criança “muito pequena e não muito mimada”. Estudante de escola particular e educado por sua mãe, tinha aulas diariamente de inglês e latim e passava muito de seu tempo desfrutando de contos tanto em livros quanto em novelas. As obras que costumava ler quando criança, que acabaram influenciando-o como autor foram os livros de Daniel Defoe, Goldsmith, Dom Quixote, Gil Blas, dentre outros.

Com dez anos de idade, após seu pai ter adquirido dívidas sua família se mudou para o bairro popular de Camden Town em Londres, onde moraram em quartos baratos e, acabaram por vender alguns bens de valor para manterem-se, como por exemplo, talheres de prata e a biblioteca familiar na qual continham os livros que Charles costumava ler. Com 12 anos, Charles começa a trabalhar na empresa Warren’s que produzia graxa para os sapatos e assim ajudava no orçamento familiar, que encontrava-se totalmente endividada. Esse quadro só mudou após herança recebida. No entanto, seus pais o mantiveram ainda por algum tempo no trabalho, o que marcou muito Dickens, que trouxe o tema das más condições de trabalho da classe operária inglesa como pontos fortes de sua obra.

Sua fama como escritor viria em 2 de Abril de 1836 com a obra “Pickwick”, contando a história da personagem Sam Weller, que vendeu 40 mil exemplares. Em 1838, em decorrência do sucesso de Pickwick, propõe a publicação de “Oliver Twist” onde, pela primeira vez, apontava para os males sociais da era vitoriana. O romance, divulgado em folhetins semanais, foi ilustrado por Cruikshank. E daí em diante não parou. Suas viagens muito lhe influenciavam em suas obras, como no relato de sua viagem aos Estados Unidos com sua esposa, que gerou a obra American Notes.

Livros de Charles Dickens

Em 1843, publicava o seu mais famoso livro de Natal, “A Christmas Carol” (Canção de Natal). Mais tarde obras como: “The Chimes” (1844), “The Cricket on the Hearth” (1845, O Grilo da lareira), “Dombey and Son” (1848), “David Copperfield” (1849), “Tempos Difíceis” (1854), dedicado à seu amigo Thomas Carlyle, além da revista semanal Household Words, onde viria a publicar, em folhetins, alguns dos seus romances, sendo esta também fundada também Charles, em 1850, e chegando a vender 40 mil cópias por semanais A revista seria reformulada em 1859, mudando de nome para “All the year round”.

Os livros de Dickens tornaram-se extremamente populares na época e eram lidos com grande expectativa por um público muito fiel à sua escrita. Seu sucesso lhe permitiu comprar uma grande casa, que chamou de Gad’s Hill Place, perto de Chatham, em 1856. Esta casa fazia parte do imaginário de Dickens, desde que por ela tinha passado, quando era criança. Ele sonhava que um dia poderia mudar-se para a casa, pois o local tinha significado especial (algumas cenas de Henrique V de Shakespeare foram feitas nesta mesma área) e viver cercado destas lembranças e referências literárias agradava o escritor.

“Apoiante dos pobres, dos que sofrem e dos oprimidos; e com a sua morte, um dos maiores escritores de Inglaterra desaparecia para o mundo.”

Frase gravada na sepultura de Charles Dickens

Charles Dickens morreu de morte cerebral em junho de 1870 e foi sepultado no Poets’ Corner (Esquina dos Poetas, na Abadia de Westminster). Na década de 1980, a histórica Eastgate House, em Rochester, foi convertida num museu dedicado a Charles Dickens. Anualmente é realizado na cidade o Festival Dickens e a casa onde nasceu, em Portsmouth tornou-se museu em sua memória.

Charles Dickens House

Livros de Charles Dickens

  • The Pickwick Papers (1836);
  • Sketches by Boz (1836);
  • Oliver Twist (1837–1839);
  • Nicholas Nickleby (1838–1839);
  • The Old Curiosity Shop (“Loja de Antiguidades”, 1840–1841);
  • Barnaby Rudge (1841);
  • American Notes (1842);
  • A Christmas Carol (“Um conto de Natal”, 1843);
  • Martin Chuzzlewit (1843-1844);
  • The Chimes (1844);
  • The Cricket on the Hearth (1845);
  • The Battle for Life (1846);
  • Dombey and Son (1846–1848);
  • David Copperfield (1849–1850);
  • A Child’s History of England (1851–1853);
  • Bleak House (“Casa Abandonada”, 1852–1853);
  • Hard Times (“Tempos Difíceis”, 1854);
  • Little Dorrit (“A pequena Dorrit”, 1855–1857);
  • A Tale of Two Cities (“Um conto de duas cidades”, 1859);
  • Great Expectations (“Grandes Esperanças”, 1860–1861);
  • Our Mutual Friend (1864–1865);
  • The Mystery of Edwin Drood (inacabado, 1870).

Contos de Charles Dickens

  • “A Christmas Tree”;
  • “A Message from the Sea”;
  • “Doctor Marigold”;
  • “George Silverman’s Explanation”;
  • “Going into Society”;
  • “Holiday Romance”;
  • “Hunted Down”;
  • “Mrs. Lirriper’s Legacy”;
  • “Mrs. Lirriper’s Lodgings”;
  • “Mugby Junction”;
  • “Perils of Certain English Prisoners”;
  • “Somebody’s Luggage”;
  • “Sunday Under Three Heads”;
  • “The Child’s Story”;
  • “The Haunted House”;
  • “The Haunted Man and the Ghost’s Bargain”;
  • “The Holly-Tree”;
  • “The Lamplighter”;
  • “The Seven Poor Travellers”;
  • “The Trial for Murder”;
  • “Tom Tiddler’s Ground”;
  • “What Christmas Is As We Grow Older”;
  • “Wreck of the Golden Mary”.

Frases de Charles Dickens

“Qualquer pessoa é capaz de ficar alegre e de bom humor quando está bem vestido.”

“Nunca devemos envergonharmo-nos das nossas próprias lágrimas.”

“O moralista é como um sinal de trânsito que indica para onde se pode ir para uma cidade, mas não vai.”

“Cada fracasso ensina ao homem algo que ele precisava aprender.”

“Um homem nunca sabe aquilo de que é capaz até que o tenta fazer.”