A emparedada da Rua Nova – livro de Carneiro Vilela



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livro "A emparedada da Rua Nova"O livro "A emparedada da Rua Nova", escrita por Carneiro Vilela é também uma lenda urbana recifense. A história relata o caso de uma jovem burguesa, engravidada pelo namorado e que foi emparedada viva em seu próprio quarto a mando de seu pai, Jaime Favais, apenas para encobrir a vergonha da família e preservar-lhe a honra. O crime teria sido cometido num sobrado na Rua Nova, número 200 (segundo o neto do escritor). A obra foi editada em folhetim no Jornal Pequeno, entre 1909 e 1912, depois transformada em volume.

A história acabou se tornando polêmica e envolta em mistério. Os recifenses mais antigos acreditam que o romance foi realmente um crime que poderia ter acontecido. Não se sabe realmente se o caso é verídico ou se tudo não passou de imaginação do infatigável escritor pernambucano. Vilela teve forte envolvimento na questão religiosa que sacudiu o final do Império e seus escritos têm um forte tom anticlerical, que se ressalta n'A Emparedada, quando critica de forma acerba os colégios de freiras e diversas associações católicas.

O romance retrata com vivacidade a sociedade recifense da segunda metade do século XIX, apresentando uma série de cenas em que aparecem os costumes, as festividades, o casamento, a condição feminina, o lazer, a escravidão, a marginalidade e outros aspectos importantes da cultura local. "A Emparedada da Rua Nova" deve grande parte de seu sucesso ao mistério que cerca sua criação: o autor retratou um crime verdadeiro e hediondo, em que uma moça indefesa foi emparedada viva, pelo próprio pai, "em defesa da honra da família"? Ou teria Vilela inventado a estória que, de tão bem construída, faz com que até hoje muita gente acredite que foi baseada e fatos?

Há relatos de pessoas que passaram ao lado do casarão da Rua Nova à noite, onde supostamente a moça foi emparedada. Elas dizem ter ouvido a voz de uma mulher pedindo socorro, barulho de cadeado sendo arrastado pelo chão e pisadas fortes no chão.

Minissérie "Amores Roubados"

Quem leu o livro “A emparedada da Rua Nova” e está acompanhando a minissérie “Amores roubados”, da Rede Globo, só pode chegar a uma conclusão: essa é uma das mais felizes adaptações da literatura já vistas na televisão. George Moura, que escreveu a minissérie, trouxe a história do livro de Carneiro Vilela para os dias de hoje. A tarefa é imensa, já que vai ali um retrato completo da sociedade pernambucana do século XIX. George entendeu, respeitou a história e soube enxergar as raízes do Brasil de hoje, mas levou a ação para um novo ambiente, um sertão rico que o resto do país não considera muito.

O mérito é grande. Só para situar, a trama original é ambientada em 1864, quando havia escravidão e o Nordeste ainda desfrutava dos ecos do ciclo da cana de açúcar. O Brasil já não era de Portugal, mas o período de dominação, recente, gerava um sentimento antilusitano, na verdade, uma aversão ao espírito colonialista. A minissérie Amores Roubados, exibida em dez episódios, em Janeiro de 2014.

Fonte: Wikipédia

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